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O mundo pede hoje, líderes criativos que não temam o “fracasso produtivo”, que tenham visão e que assumam riscos. Eles devem ter a capacidade de achatar os modelos organizacionais, manejando as empresas de forma menos vertical.

Segundo John Maeda, que já foi professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), e é hoje presidente da Escola de Design de Rhode Island, considerado pela revista Esquire, como uma das 75 pessoas mais influentes deste século: - “A arte e o design estão preparados para transformar a economia do século 21,  tanto quanto a ciência e a tecnologia o fizeram no século passado”, diz Maeda.

Na economia global contemporânea, as únicas constantes que os líderes encaram são a volatilidade e a complexidade. A perspectiva natural de artistas e designers - que se desenvolvem na ambiguidade - se tornou vital para os líderes. O novo tipo de liderança hoje em dia, é a criativa!

A importância de combinar técnica e sensibilidade está na parceria entre artistas e designers com aqueles que desenvolvem soluções técnicas e científicas, são os únicos que podem responder questões profundas, humanizar o problema e criar respostas compatíveis com nossos valores. E é isso que irá nos mover para a frente.

É fundamental enquadrar aquilo que importa, deixando a nossa marca, nossa identidade, que fará toda a diferença neste mundo globalizado.
Mais do que nunca, nós precisamos de uma conexão com o consumidor como ser humano. Isso começa quando fundimos esse processo com a arte, o design e o pensamento crítico.

O sucesso de empresas como o AirBnb evidencia como uma experiência bem desenhada é o que faz o sucesso de uma companhia nos dias de hoje. Assim como o Hackerspace também conhecido como Hacklab e Espaço Criativo, local real em oposição ao virtual, com o formato de um laboratório comunitário, uma oficina ou um estúdio… Seguem o espírito agregador, convergente e inspirador. Nele, pessoas com interesses em comum, normalmente em ciência, tecnologia, arte digital, design ou eletrônica podem se encontrar, socializar e colaborar.

Encerro aqui, com esta frase: o design é o DNA da sociedade.

por Angela Borsoi, arquiteta e designer de interiores
fonte: Anual Design

Os produtos concebidos por arquitetos mais comentados na Semana de Design de Milão 2014

Benedetta Tagliabue para Passoni Nature: Sofa ‘BOTAN’
David Adjaye para Knoll:
The Washington Skeleton and Skin
Zaha Hadid para Citco: Tela
UNStudio para Artifort: Gemini
Daniel Libeskind para Poliform: Web
Nendo para Emeco:
The SU Collection
MVRDV para Sixinch: Vertical Village
Daniel Libeskind para Lasvit: ICE
Charles & Ray Eames (1958) para Vitra: Aluminium Chair EA 101, EA 103, EA 104
Nendoprint-chair

fonte: ArchDaily Brasil

Uma exposição no Museu do Design de Londres reúne os melhores projetos deste ano em diversas categoria.

Entre os premiados está o
o Frac Centre, em Orleans, na França, projetado por Jakob e MacFarlane, concebido como para se integrar à paisagem, e o protótipo de uma escola flutuante, construído para a comunidade de Makoko, na Nigéria. O prédio de madeira segue uma abordagem inovadora, sustentável e barata, atendendo às necessidades da população local, que vive em palafitas sobre a Lagoa de Lagos. Outro vencedor da mesma categoria foi a Pro Chair, de Konstantin Grcic. O design da cadeira não apenas permite a movimentação em todas as direções, como também faz com que seu ocupante se sente sempre na postura correta. 

fonte: MateriaBrasil

A FontanaArte, representada no Brasil pela Light Design+Exporlux, levou para casa város prêmios de design desde que começou o ano.

A delicada luminário de piso Yumi, desenhada por Shigeru Ban, foi galardonada com a medalha de ouro -máxima premiação- no IF Design Awards. Odeon e Yupik, dos estúdios Klass e Form Us With Love, respectivamente, também foram premiadas no mesmo evento. A inovadora arandela Lunaire, de Ferréol Babin, foi nomeada para o prêmio Design of The Year pelo Design Museum.

É o reconhecimento do investimento feito pela tradicional marca em novos designers e novos caminhos.

Geometria iluminada e peças de visual arrebatador pela designer nova-iorquina Bec Brittain.

Luminária Leti by Studio Macura. Porque o design também pode ser divertido.

Foi durante os anos 90 que a Light Design+Exporlux começou a apostar na criação de um design verdadeiramente brasileiro.

Quando era difícil importar e comum imitar produtos fabricado no exterior, a empresa montou um projeto de gestão em parceria com o CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A iniciativa foi reconhecida e em 2001 a Light Design foi a primeira pequena indústria brasileira a receber o prêmio de Gestão de Design, conferido pela CNI - Confederação Nacional da Indústria disputado por 666 empresas. O projeto foi o embrião do atual Departamento de Design, desde então coordenado por Fred Mamede.

Usar alumínio reciclado para fazer produtos é fácil… em uma fábrica. Mas transformar latas usadas em cadeiras – e na mesma rua em que foram encontradas – é bem mais complicado. É exatamente isso que os engenhosos designers do Studio Swine fizeram em uma recente viagem a São Paulo.

Os designers londrinos Azusa Murakami e Alexander Groves chamam seu projeto de Can City. Ele foi inspirado pelo sistema de reciclagem informal de São Paulo: catadores independentes recolhem alumínio e outros itens em seus carrinhos artesanais. Mais de 80% da coleta de recicláveis na cidade é feita dessa forma informal.

Para criar esta pequena unidade de produção, a equipe do Swine usou apenas ferramentas simples e materiais de segunda mão.

A dupla de designers criou um forno de fundição improvisado, movido a óleo de cozinha obtido em estabelecimentos locais. Uma vez instalada e ligada, a máquina é potente o bastante para derreter latas amassadas. O metal derretido era, então, despejado em moldes de areia, obtida em canteiros de obras próximos. Cada banquinho requer cerca de 60 latinhas.

A coleção de banquinhos tem formato de diferentes itens, como folha de palmeira, base de um cesto ou tijolo vazado. Segundo o Dezeen, os designers queriam criar um sistema para ajudar os catadores a reciclar alumínio, transformando-o em produtos para venda.

É incrível ver este projeto em ação, mas talvez seja difícil imaginar isto em grande escala. No entanto, o forno de fundição continua em São Paulo, onde o projeto continuará com uma nova série de produtos e móveis feitos em uma favela. O projeto foi comissionado pelo Coletivo Amor de Madre, com apoio da Heineken.

A ideia de repensar a forma como tratamos o nosso lixo é algo que o Studio Swine já dominou. Por exemplo, eles criaram a Sea Chair, um banquinho feito de lixo plástico proveniente do oceano. Mas a dupla também se inspira no modernismo tropical brasileiro, base para a SP Collection: uma série de itens feitos em madeira e garrafas.

O Studio Swine tem escritórios em Londres e em São Paulo. Os dois designers vão criar novas coleções na China, onde eles devem morar por seis meses.

fonte: ACTUA Consultoria Ambiental

DIVINUS é uma ideia do estúdio Ciclus, de Tati Guimarães, designer carioca que reside em Barcelona há mais de 10 anos. Você coleciona suas garrafas preferidas, compra as bases de madeira e monta a sua. E não é a única forma criativa que Tati encontrou para reutilizar materiais que normalmente são descartados: há porta-documentos de couro reciclado, brincos feitos a partir de flyers e até uma caixa de vinho que vira abajur. Destaca-se o suporte para pratos quentes BAKUS, uma estrutura de metal que depois é preenchida por rolhas de vinho (também colecionadas por você) e foi escolhido para integrar a coleção de produtos do Museu MOMA de Nova York.

Saiba mais: www.ciclus.com

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